Infográfico: Tecnologia Sustentável



China e Estados Unidos saem em busca de metais raros
A fonte está secando. As reservas de metais raros tanto da China quanto dos Estados Unidos estão chegando ao fim. E não há dúvidas. As empresas desses países sairão em busca desses preciosos componentes por todo o globo. E o Brasil é um dos locais onde esses itens podem ser encontrados. Esses metais raros, que no total somam 17, são fundamentais para a produção de centenas de produtos hoje indispensáveis para a vida moderna. Eles tornam os apetrechos tecnológicos atuais mais leves e menores sendo utilizados nos mais diversos segmentos da indústria.

Metais raros são usados desde pilhas até em satélites
É possível encontrá-los em mercadorias expostas nas lojas de departamento (celulares, pilhas), no campo da tecnologia sustentável (carros elétricos, turbinas eólicas), nos sofisticados sistemas de defesa (peças de aviões, sistemas antimíssil), nas comunicações (satélites, cabos de fibra ótica) e até na saúde (equipamentos de raios-X, produção de medicamentos). Enfim, é mais difícil apontar um segmento onde não se utilize algum desses componentes do que um lugar onde eles estejam presentes.

Seus nomes não são muito simples. Pertencem ao grupo químico dos Lantanídeos (Cério, Lantânio, Praseodímio, Promécio, Neodímio, Samário, Gadolínio, Európio, Térbio, Hólmio, Disprósio Érbio, Itérbio, Túlio e Lutécio). Somados a eles estão o Ítrio e o Escândio. Mas podem ser simplesmente chamados de REEs, do inglês para elementos raros na terra (Rare Earth Elements).

EUA tornaram-se dependentes da China
E como seu uso está sendo maior a cada ano, vão ficando cada vez mais raros. Os Estados Unidos, que detêm 12% das reservas mundiais e já foram autossuficientes, nos últimos 15 anos passaram a se tornar dependentes da China, que oferece os metais a um custo mais baixo. Afinal, os chineses possuem 48% das reservas.

Só que a exploração dos recursos drenou dois terços dos REEs que a China possuía. Para piorar, o terço que resta não apresenta a mesma qualidade do material que foi extraído e a transformou nas duas últimas décadas na principal fornecedora mundial de metais raros. O foco agora se volta para a Rússia e países vizinhos, que compunham a antiga União Soviética. Ali estão cerca de 17% das reservas mundiais. A Índia, com 3%, e a Austrália, com 1%, já têm produção ativa.

Outros muitos países somados, incluindo o Brasil, teriam aproximadamente 19% das 114 milhões de toneladas de óxidos raros disponíveis no planeta. E, obviamente, já viraram alvo das empresas globais que precisam desses componentes. Afinal, diariamente pipocam nas lojas novos produtos, são lançados modelos inéditos e oferecidos cupons de descontos para incrementar as vendas. Para manter esse mercado que gera milhões de empregos aquecido é preciso de matéria prima.

Fonte: Infográfico Tecnologia Sustentável - vouchercloud


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